Em uma declaração conjunta, os governos da Espanha e do Brasil afirmaram que os dois ativistas estavam a bordo de embarcações da flotilha Sumud, interceptadas por forças israelenses em águas internacionais, e não foram libertados "quando as embarcações foram apreendidas nem após o subsequente desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta."
"Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades israelenses fora de sua jurisdição constitui uma violação do direito internacional, que pode ser invocada perante tribunais internacionais, e pode constituir um crime segundo as respectivas legislações nacionais de nossos países", alertou a declaração.
Os governos da Espanha e do Brasil exigiram que o regime israelense devolva imediatamente seus cidadãos com plenas garantias de segurança, e que seja concedido acesso consular imediato para sua assistência e proteção.
A flotilha humanitária Global Sumud foi atacada na quinta-feira próximo à ilha grega, a cerca de 600 milhas náuticas de seu destino, o enclave devastado pelo bloqueio de Gaza.
Os primeiros navios da flotilha, carregando ajuda humanitária, partiram de Barcelona em 12 de abril, enquanto a frota principal zarpou da ilha italiana da Sicília em 26 de abril, com o objetivo de romper o bloqueio israelense de longa data sobre Gaza.
Israel impõe um bloqueio sufocante à Faixa de Gaza desde 2007, deixando os 2,4 milhões de habitantes do território à beira da fome.
O exército israelense lançou uma brutal ofensiva de dois anos sobre Gaza em outubro de 2023, matando mais de 72.000 pessoas, ferindo mais de 172.000 e causando destruição massiva em todo o território sitiado.
..................
308
Your Comment